As luzes, os sorrisos, as pessoas ao redor nos assistindo.
Braços entrelaçados, estamos andando
Mas é mais parecido com flutuar.
Você e eu.
Tudo parece tão certo.
O mundo finalmente em eixo.
É isso possível?
Tanta gente ali
E eu só via você, a gente
O que nós poderíamos ser
O que nós poderíamos ter
Você vê o que eu vejo?
Sente o que eu sinto?
É como se tudo tivesse me levado até ali
àquele momento, àquele lugar, àquele sentimento 
É como se uma janela à muito fechada fosse aberta
E você estivesse do outro lado
Sorrindo
Mas então há o vidro que nos separa
Você consegue me ver?
Eu bato no vidro: Eu estou aqui!
Consegue me ouvir?
Continuo aqui
Sem saber como atravessar o obstáculo
Mas também sem desistir
De você, de mim, de nós
Assim, espero o momento em que a janela do meu coração
poderá me ligar ao seu.




Eu poderia te amar
Se em meu coração eu pudesse entender
Que seríamos feito céu e mar
União fácil de se compreender

Eu poderia te amar
Se quando fechasse os olhos a sua imagem visse
Mas o que vejo só me faz pensar
Que o coração as vezes só faz idiotice

Eu poderia te amar
Se cada verso escutado me lembrasse você
Mas meus ouvidos não consigo programar
Pois do coração ficam a mercê

Eu poderia te amar
E assim tudo seria agradável
Mas quando o coração insiste em teimar
Torna a razão algo descartável

Eu poderia te amar
Se apaixonar-se fosse uma decisão
Já sabendo qual deveria tomar
Por que não tive escolha, coração?


Diga! Diga que quer, que ama, que gosta.
Diga que pensa, que sente, que não dispensa. 
Diga que sim, que não;
Diga! Diga que é cedo, que é tarde, que é tempo.
Diga que tem saudade, que sente falta, que precisa.
Diga que deseja, que sonha, que almeja;
Diga! Com abraços, com olhares, com amassos.
Diga que quer voltar, que que ficar, que quer ir.
Diga! Antes que as palavras desapareçam,
as cortinas se cerrem,
os sentimentos desvaneçam,
os olhos se fechem.
Diga!  


Minha mente é como um labirinto do qual não consigo fugir, cujas paredes me protegem mas também sufocam. As vezes, passo por lugares que já conheço. Em outros momentos, descubro espaços nunca antes habitados. Seus caminhos tanto podem ser largos e belos quanto estreitos e assustadores. É uma verdadeira viagem, uma aventura que teve data de início e terá de fim, só não a conheço ainda. E enquanto o dia não chega, vou andando, caminhando e me permitindo descobrir tudo o que ela tem a me oferecer. Cada descoberta é singular, mágica e inebriante. Qual caminho seguir? Que direção escolher? Terá ela volta?

Nossa mente é nossa principal aliada e inimiga. Como desvenda-la? É ela que alimenta nossos sonhos ou os destrói. Nos mostra a realidade ou nos cega. Nos dá a direção ou nos deixa perdidos, sem saber para onde ir. Posso eu confiar nela? Ela, que pode distorcer as verdades tão claras e camufla-las de mentiras e vice e versa. Ela, que pode nos enganar, fazendo-nos enxergar aquilo que não existe. Ela, que vai de heroína à vilã em um único pensamento. Pensamentos... dentro do labirinto da mente, eles são como o combustível que nos move, incessantemente em busca de um lugar com respostas, seja ele qual for. Podemos também compara-los à grãos de areia, que vem e vão de acordo com a direção do vento ou à estrelas, que nem sempre são possíveis de organizar em constelações.

No labirinto da mente, é importante ter sempre claro de onde se veio e para onde se vai, porém, ás vezes, é preciso perder-se para encontrar-se. Podemos viver em um mundo abarrotado de pessoas, mas lá, em nossa mente, somos os únicos habitantes. Só nós mesmos podemos decidir quando, onde e porquê. E essa é a beleza da coisa, da vida, da mente. E enquanto estamos dentro desse labirinto chamado mente, vamos vivendo, aprendendo e caminhando na tênue linha entre a loucura e a sanidade.